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Caco Barcellos



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Um jornalista brasileiro, repórter de televisão, que se especializou em investigações policiais e reportagens sobre crimes. Nasceu na periferia de Porto Alegre, onde desde menino testemunhou a brutalidade policial que ainda domina alguns setores da corporação. Foi taxista e mais uma porção de coisas antes de se tornar repórter. Atualmente, trabalha para a Rede Globo e foi correspondente da emissora em Paris. É o autor da obra ganhadora do Prêmio Jabuti "Rota 66", livro que lhe custou oito anos de pesquisa, muitas noites de insônia e várias ameaças.


Fala sobre a polícia que mata em São Paulo. Depois do lançamento do livro, Caco passou um período fora do Brasil, pois sua vida corria risco - o livro irritou profundamente algumas esferas da Polícia Militar. Seu terceiro livro, "Abusado, o dono do morro Dona Marta", é um relato do tráfico nos morros cariocas, de como "nascem" os traficantes e do relacionamento entre eles e a comunidade. O livro recebeu muitas críticas porque alguns acharam que o repórter deu, ao final da leitura, uma visão positiva do traficante personagem da narrativa, que seria, na verdade, Marcinho VP.


Caco também é o autor do livro "Nicarágua: a revolução dos meninos" (sua primeira obra editorial), pouco conhecido, sobre o movimento sandinista que tirou o país das garras da ditadura de Somoza. Ele cobriu a guerra como free-lancer e foi refém dos sandinistas (na verdade, de um grupo de garotos). Temia por sua vida, porque se a revolução fracassasse, ele poderia ser morto junto com os insurgentes. Mas tudo deu certo e o resultado foi um belíssimo livro, tocante e motivador. Com a narrativa peculiar de Caco, prende o leitor até o final - o que também acontece com os espectadores do brilhante profissional. Caco foi ainda o vencedor do Prêmio Vladimir Herzog por uma reportagem feita para a televisão sobre os 20 anos do atentado militar, durante a ditadura, deflagrado no Rio-Centro durante as comemorações do Dia do Trabalho.


Hoje Caco Barcellos é apresentador do Profissão Repórter, quadro apresentado pelo Fantástico. Ele conduz cada programa direto das ruas, onde a notícia acontece. É dele a idéia de mostrar diferentes ângulos da notícia – com a ajuda de jovens repórteres – e de envolver cada profissional da equipe em todas as etapas da produção: da reportagem à edição.

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Caco Barcellos entrevista De Policia 1
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Caco Barcellos
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Caco Barcellos

Caco Barcellos
Nascimento 5 de março de 1950
Porto Alegre, Brasil
Nacionalidade Brasileiro
Ocupação Jornalista, Repórter
Cláudio Barcelos de Barcelos, mais conhecido como Caco Barcellos, (Porto Alegre, 5 de março de 1950) é um jornalista brasileiro e repórter de televisão, que se especializou em jornalismo investigativo, investigações , documentários e grandes reportagens sobre injustica social e violência.


[editar] Biografia
Nasceu na periferia de Porto Alegre, na Vila São José do Murialdo, onde desde menino testemunhou a brutalidade policial que ainda domina alguns setores da corporação. Foi taxista e mais uma porção de coisas antes de se tornar repórter. Começou no jornalismo como repórter do jornal Folha da Manhã, do grupo gaúcho Caldas Júnior. Teve atuação destacada nos veículos da imprensa alternativa dos anos 1970. Foi um dos criadores da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre e da antiga revista Versus, que apresentava grandes reportagens sobre a América Latina.

Antes de trabalhar para a Rede Globo, foi repórter dos maiores jornais do Brasil e das revistas de informação semanal IstoÉ e Veja. Ainda quando trabalhava no jornalismo impresso, no fim dos anos 1970, foi correspondente internacional em Nova Iorque. Durante seis anos apresentou um programa semanal na Globo News. A partir de 2001 passou a atuar como correspondente internacional, em Londres, para a TV Globo.

É um dos repórteres mais famosos da televisão brasileira, com mais de vinte anos de atuação no Globo Repórter, Fantástico, Jornal Nacional e no Profissão: Repórter.


[editar] Obras
É o autor do livro Rota 66, que lhe custou oito anos de pesquisa, muitas noites de insônia e várias ameaças e que fala sobre a polícia que mata em São Paulo. A investigação levou à identificação de 4.200 vítimas, todos jovens e pobres, mortos pela Polícia Militar de São Paulo. Depois do lançamento do livro, Caco passou um período fora do Brasil, pois sua vida corria risco - o livro irritou profundamente algumas esferas, sobretudo a dos coronéis da polícia militar.

Seu terceiro livro, Abusado, o dono do morro Dona Marta, é um relato do tráfico nos morros cariocas, de como "nascem" os traficantes e do relacionamento entre eles e a comunidade. O livro é uma reportagem escrita em forma de romance, e esteve mais de um ano na lista dos mais vendidos do Brasil. Assim como o Rota 66, o Abusado faz parte do currículo escolar de várias escolas da periferia de grandes cidades brasileiras, e é indicado pela Faculdade Cásper Líbero como leitura obrigatória para os estudantes que prestam o vestibular, ao lado de duas outras obras clássicas da literatura nacional, como Vidas Secas de Graciliano Ramos, e Grande Sertão: Veredas de João Guimarães Rosa.

Caco também é o autor do livro Nicarágua: a Revolução das Crianças, sua primeira obra editorial e pouco conhecida, sobre o movimento sandinista que tirou a Nicarágua das garras da ditadura de Anastasio Somoza. Ele cobriu a guerra como free-lancer e foi refém dos sandinistas (na verdade, de um grupo de garotos). Temia por sua vida, porque se a revolução fracassasse, ele poderia ser morto junto com os insurgentes. Mas tudo deu certo e o resultado foi um belíssimo livro, tocante e motivador. Com a narrativa peculiar de Caco, ele prende o leitor até o final - o que também acontece com os espectadores do brilhante profissional.

Em 2007, Caco Barcellos escreveu a peça de teatro, Ösama, The Suicide Bomber of Rio (Osama, Homem Bomba do Rio), para o projeto Conexões, do National Theatre of London.


[editar] Prêmios
Caco foi vencedor de mais de vinte prêmios por reportagens especiais e documentários produzidos para televisão, entre os quais o Prêmio Vladimir Herzog por uma reportagem sobre os vinte anos do atentado militar, durante a ditadura, deflagrado no Riocentro durante as comemorações do Dia do Trabalho.

Seu livro Rota 66, a história da polícia que mata, rendeu-lhe em 1993 o prêmio Jabuti, um dos mais prestigiados do país, na categoria reportagem, e mais oito prêmios de direitos humanos.

Com Abusado, o dono do morro Dona Marta, Caco Barcellos foi novamente vencedor do Prêmio Jabuti, como melhor obra de não-ficção do ano de 2004.

Recebeu em 2003 e 2005 o prêmio de melhor correspondente, promovido pelo site Comunique-se. Nos anos de 2006 e 2008, em premiaçao do mesmo site, foi eleito o melhor repórter da televisao brasileira.O júri foi formado por 60 mil jornalistas, que fizeram a escolha por meio de voto livre pela internet. Ainda em 2008, recebeu o Prêmio Especial das Nacoes Unidas, como um dos cinco jornalistas que mais se destacaram, nos últimos 30 anos, na defesa dos direitos humanos no Brasil.

Precedido por

Prêmio Jabuti - Reportagem
1993 Sucedido por
Yone de Mello, Carlos Amorim e Sérgio Sistre/Ary Diesendruck
Precedido por
João Paulo Capobianco
Prêmio Jabuti - Livro do Ano Não-Ficção
2004 Sucedido por
Francisco Alberto Madia de Sousa
Caco Barcellos e uma equipe de jovens
repórteres vão às ruas, juntos,
para mostrar diferentes ângulos
do mesmo fato, da mesma notícia.
Cada repórter tem sempre
uma missão, um desafio a cumprir.
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CACO BARCELLOS

Caco Barcellos Apresentador do Profissão Repórter, ele conduz cada programa direto das ruas, onde a notícia acontece. É dele a idéia de mostrar diferentes ângulos da notícia – com a ajuda de jovens repórteres – e de envolver cada profissional da equipe em todas as etapas da produção: da reportagem à edição.